quinta-feira, 16 de abril de 2015

Mil Vezes



Mil vezes me perguntam como é ser mulher, o que é ser mulher e mil vezes eu respondo acorde se sentido diferente, outras mil se encontrem e voltei a se perder, isso não é coisa de um dia, mas de uma vida, essa inconstância constante de sonhos e realizações.
Quantas vezes, você se sentiu assim? Causa uma angústia tremenda quando levada tão a séria... Raul Seixas já dizia que preferia ser a Metamorfose Ambulante, e eu particularmente acho que é assim mesmo... Ser mulher é ter o dom da transformação, uns dias ser lagarta e em outros, borboleta em repleta luz.
Cada mulher nasce com o dom da transformação, não estou falando de uma simples forma física, porque nada adiantaria a lagarta transformar-se em borboleta se continuasse a pensar "rastejantemente"... Ela evolui e cria asas. Uma mulher não nasce, estréia em plena beleza, guerreira e perfeição.
Mil vezes uma mulher se constrói, se renova sem medo, e pra sempre encara a vida sem sustos, deixando-se levar pela graciosa ternura de ser sempre “essa metamorfose ambulante”... E lembre-se, ser mulher é ser do tamanho do sonho que ela deseja ser: GRANDE!!

domingo, 28 de dezembro de 2014

"O que faz você feliz?"



Ok, vamos lá... Mais um ano que chega ao fim... Andei meio desanimada com esse final nada glamouroso, afinal parece que para todo mundo o ano não foi lá o ano dos sonhos, mas refletindo melhor, até que esse ano foi meio fofo...

Ano passado eu fiz o "Pote das Coisas Boas", onde coloquei em bilhetinhos cada coisa legal que me aconteceu, coisas que me fizeram sorrir, que de alguma forma me fizeram  muito bem, o pote não encheu até a boca como eu esperava, mas ao olhar pra ele fiquei feliz com o que vi... Só vou abrir o pote no dia 31, mas me lembrei de coisas simples que lá escrevi ao longo do ano, e percebi que 2014 foi um ano legal do "seu jeito", e não do "meu jeito".

2014 me surpreendeu, e acho que no fim foi algo que eu acabei "pedindo" de 2013 para 2014, "um ano cheio de surpresas" (só acho que deveria ter especificado, SURPRESAS BOAS) mas no fim ele se cumpriu como eu pedi, então meus pedidos para 2015 vãos ser mais específicos kkkkkkk

Eu optei por não ter muitas metas em 2015 (saltar de para-quedas e emagrecer, já é um começo kkkk) as outras vou estabelecer de mês a mês, nada que 2015 não possa me oferecer... Só vou especificar bem, esse ano não tem desculpa para nada... kkkkkkk

Enfim, desejo a cada um que me acompanhou um ano novo cheio de coisas boas e um ano repleto de realizações e que cada surpresa seja boa! E que o "Pote das Coisas Boas" de 2015 esteja transbordando de maravilhas.. A ideia do pote está ai, faça de 2015 o melhor ano de todos...

E feliz e maravilhoso 2015!!!!




segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A menina


Mais uma manhã normal, levantei como todos os dias, escovei os dentes, lavei o rosto, brinquei com o cachorro, peguei o gato no colo e fiz carinho... Me olhei no espelho e fui desembaraçar os cabelos, esses nós eu ainda dou um jeito, já a vida... 

De repente me deparei com um fio branco em meus cabelos, não ousei tocar, não é o primeiro, mas este estava mais branco que os outros que já vi, por um segundo contemplei minha imagem no espelho, e a menina que um dia eu fui surgiu naquele reflexo: a menina que adorava brincar na chuva e corria para o quintal em busca de diversão, que não se importava com as broncas da mãe, com a lama e muito menos tinha medo de trovões ou resfriados; a menina que fazia uma "casinha" com os lençóis e se tornava rainha de um castelo imaginário, onde seus súditos eram ursos de pelúcia e bonecas; a menina que adorava ir a praia não se importando com a areia nos cabelos; a menina que aprendeu a andar de bicicleta com o pai, e ganhou uma boneca quando aprendeu "sozinha" a andar sem rodinhas... 

Pisquei rapidamente, e me vi outra vez olhando para o espelho e para aquele fio de cabelo branco idiota, suspirei profundamente, e resolvi deixar o fio onde estava...
Sai do banheiro e encontrei minha mãe na cozinha:

- Olha mãe, apareceu outro cabelo branco... Esse eu não vou tirar...
- Deixa eu ver, aaaah larga de ser lerda! Isso não é cabelo branco! É pelo do gato!!
Peguei aquele pelo branco e refleti: preciso ir ao oculista urgentemente!!! E ao salão, já que como diz o ditado popular: mulher não fica "velha" fica LOIRA!!!




terça-feira, 20 de maio de 2014

Muitas mães em uma...



Quem conhece minha mãe, sabe bem como ela é, sabe bem que ela tem um que de Dona Herminia, sendo uma comédia, um que de Dona Neném, sendo importante para a grande família, mas sendo um doce de mãe como Dona Picucha...

Já vi minha mãe guerreira como Helena de Manuel Carlos (as interpretadas por Regina Duarte por favor...), mas já vi também a delicadeza que só ela pode ter, sem nenhuma comparação...


Minha mãe não é única no mundo, existem tantas guerreiras por ai, mas ela é sem sombra de dúvida a minha 

heroína, meu exemplo de vida, minha melhor amiga... Passamos por tanta coisa juntas, choramos, demos risada, brincamos e porque não, também brigamos para depois de cinco minutos esquecer tudo e ficarmos indignadas com as novelas...

Mãe será sempre seu dia, todos os dias são seus, parabéns para "leva a blusa que esta frio!", "eu falei que ia se machucar!", "se eu for ai e achar vai se ver comigo!", "vai estudar!", "porque eu estou mandando", "sai desse computador!", "eu te amo..."

Obrigada mãe...

sábado, 26 de abril de 2014

O que aprendi com meus Pets

Uma bela manhã, depois de uma noite mal dormida, com a cabeça cheia de problemas me levantei da cama meio triste, meio atordoada sem saber direito o que fazer para melhorar tudo, pensando no quanto nos seres humanos somos covardes para mudar o que esta ruim, medo de se lançar de vez, medo de "mudar a melodia quando os acordes já não nos fazem mais dançar" (ficou poético isso hem... kkkkkkkk)

Abro a porta do banheiro, preciso lavar o rosto para encarar mais um dia chato, covarde e desanimado (até parece segunda-feira), ao abrir a porta levo um susto enorme, Valentin, meu gato anjo que pensa que é passarinho e voa, no auge de seus três meses, está em cima da pia, sentadinho se olhando no espelho com muita atenção, parece que ele não se reconhece, ai como que para tirar a prova ele lambe a patinha e olha para o espelho, a imagem faz o mesmo, ele esfrega a patinha no olho, a imagem repete, ele nem me percebe ali na porta do banheiro de tão atento e concentrado que esta, tenta entender mais um pouco e então me olha (acho que no fundo sempre soube que eu estava ali e eu como sempre deduzi errado rsrs), faço menção de pegar ele para colocar no chão, ele me olha e sem pensar na altura, pula, cai em cima do tapete, lambe a patinha e vai brincar com seu ratinho de borracha, como se este fosse seu arqui-inimigo com seus planos malucos para conquistar o mundo ("o que faremos essa noite Cérebro? - O que fazemos todas as noites Pink, conquistar o mundo"). Saio do banheiro pensando: "Gato doido!".

Assim que chego na cozinha vejo o Léo dormindo sossegado próximo ao fogão, ele levanta a cabeça me olha e rosna, vejo que tem um biscoito de polvilho perto dele (sim ele adora biscoito de polvilho não briguem comigo rsrs) e entendo o mau humor (sempre acho que ele age assim com a comida quando me olha porque pensa: "essa gordinha comeu todo o dela e agora quer o meu!" kkkkkkkk), sento para tomar café da manhã ainda estou triste e chateada, mas o dia começou e eu tenho que viver mais esse dia...

Pergunto para minha mãe se ela deu comida para o peixe, ela responde que sim e vou cuidar dos meus afazeres...

Depois de um tempo vou para a sala assistir TV com minha mãe, de onde estou no sofá posso ver o aquário, vejo o Flipper nadar toda a extensão de seu universo aquático, sim ele está fechado em quatro paredes de vidro, mas com esse espaço maior que proporcionei para ele, meu betta ficou muito mais feliz e nada como se tudo aquilo fosse um mar... Ele acha que é um golfinho (daí o nome rsrs) e as vezes pula, achando que é a própria Daiane dos Santos.

Olhando ao redor me lembrei da Liquinha, que quando eu chegava da rua  vinha correndo parava na porta e abanava o rabinho tão feliz, e sorria como se disse: "você demorou muito, quase morri de saudade." Era reconfortante chegar em casa depois de um dia cheio de problemas e ser recebida com tanto amor de um serzinho tão puro e inocente...

Percebi que eu tenho muito a aprender com eles, cada um com uma linda lição que nos seres humanos tão cheios de razão, devemos por lei levar para a vida, Valentin com seu olhar inocente tentando se descobrir diante do espelho, me mostrou que devemos buscar quem somos, insistir e se admirar com cada detalhe, não nos conformarmos com o que já esta ali todos os dias, o dia que perdermos a capacidade de admirar a vida esta não valerá a pena. E quando por fim, meu anjinho, saltou sem medo e sem se preocupar se teria um apoio, eu percebi que minha coragem também deveria vir de um salto como esse, porque no fim só voa quem se lança sem medo...

O Léo, me mostrou que devemos defender aquilo que nos pertence, e que ser amável não significa sempre dizer sim, e que não é porque a vida (muito maior que eu) é dura e arrebenta as vezes, não posso deixar que ela me vença, nem que tome minhas forças e me deixe vencida. 

E olhando a imensidão do mundinho particular do meu audacioso Flipper percebo que não importa o tamanho do mundo que rodeia uma pessoa, nem das paredes que a prendem, porque somos no fim de tudo do tamanho dos nossos sonhos, por isso sonhe grande e corra atrás deles...

E por fim, para um dia tão lindo e cheio de lições, minha amada Liquinha deixou a mais linda lição de todas (sim, ela virou estrelinha tem três meses), encare a vida sempre sorrindo, sempre com garra e vida nos olhos e não desista nunca, porque se lá na frente algo não acontecer como você quis ou planejou, pelo menos não foi porque desistiu mas porque tinha que ser assim e Deus sabe bem o que é melhor...

É, depois disso tudo, coloquei um sorriso no rosto, mandei meus problemas embora e prometi que de agora em diante eu sou do tamanho do meu sonho, e eles são enormes, e citando "a grande pensadora contemporânea" Shirley da novela Em Familia da Globo, (não podia ficar de fora da polêmica kkkkk) "caio do cavalo mas nunca do salto!".

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O encaixe perfeito


Esses dias atrás caiu em minhas mãos uma revista especializada em vinhos, lá eu vi uma infinidade de informações, tenho que confessar duas coisas: 1) o que me atraiu na revista foi uma receita maravilhosa de carneiro ao molho madeira e 2) não se engane, me atrapalho até no trivial arroz com feijão... Mas o caso é, folheando a revistar me deparei com informações que acabaram por prender minha atenção, nao sou expert no assunto (já deu para perceber rsrsr) mas um bom vinho me ganha o paladar... Se bem que para mim "vinho bom é aquele que me traz boas recordações" (li na revista e achei poético! Kkkk), mas voltando ao assunto...


Uma informação me atraiu, e fiquei pensando como a arte da degustação de um vinho se assemelha as relações de nosso cotidiano, como disse aqui é uma leiga falando de duas simples informações que "pescou" de uma leitura rápida, mas ouso me aventurar na descrição e se ocorrer algum erro me corrijam ok? 

Em determinada parte de uma reportagem sobre algumas definições e características dos vinhos lí o seguinte:
a) ASSEMBLAGE: "A arte de misturar vinhos e nao, as uvas que compõem o caldo. Esses vinhos são elaborados separadamente, segundo variedades, diferentes parcelas ou métodos de elaboração e safras diferentes. A mistura tem a finalidade de unificar ou compensar com as qualidades de uns, os defeitos de outros e assim obterem um vinho melhor." - busca-se o encaixe perfeito.
b) COUPAGE: "(...) aqui podemos falar da mistura das próprias uvas na bodega até os vinhos finais antes do engarrafamento, a finalidade é mais misturar para unificar do que buscar o encaixe perfeito."
c) BLEND: "misturas em geral de uvas ou vinhos, mais próximo do coupage que do assemblage."

Pois bem, passamos a vida inteira buscando relações "assemblage", tentando unificar ou compensar nossos defeitos tentando ser melhor a cada dia, e assim como o vinho essa relação pode ser suave ou seca, depende de como se encara tal transformação. O problema meus amigos, é o momento que a pressa nos proporciona, então acabamos em relações "coupage" e "blend", onde é bem mais fácil jogar tudo em um tonel e esperar para ver o que essa mistura vai dar... Nao estou dizendo que isso seja ruim... Mas na minha opinião funciona bem para o vinho, e nao para as relações...

Lembrem-se queridos, o bom vinho se faz com o tempo, os mais jovens também agradam trazem surpresas e nos ganham o coração e o paladar, isso é fato, mas nada se compara ao tempo que se esperou para que fortaleçam relações, intimidade se crescimento... Ops! Falei do vinho ou das relações? Nem sei mais... Melhor suspender o vinho enquanto escrevo... Kkkkk

sábado, 18 de janeiro de 2014

O Condicionamento Operante e o Big Brother Brasil

Apresentar uma comparação entre o programa Big Brother Brasil (BBB) com base na Teoria do Condicionamento Operante, desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Burrhus Frederic Skinner que propôs o que conhecemos por behaviorismo radical, parece ser uma idéia surreal, contudo, a idéia principal dessa formulação de conceito é alertar que nem sempre um programa dito fútil foge a realidade, podendo oferecer boas oportunidades de análise.
            Tudo começa com a idéia original de condicionamento operante proposta por Skinner, que pode ser resumida da seguinte forma: os organismos agem sobre o ambiente e ao fazê-lo provocam transformações que podem alterar a probabilidade futura de ocorrência deste comportamento neste ambiente. Quando a probabilidade do comportamento é aumentada pela sua conseqüência, chamados a mesma de reforçadora que é um estímulo liberado, como conseqüência para uma complexa seqüência de comportamentos, que faz com que tais comportamentos tenham uma alta chance de se repetirem.
            Pensando nisso, podemos perceber claramente que o BBB pode ser entendido como uma grande Caixa de Condicionamento Operante, vulgarmente conhecida como Caixa de Skinner, já que o mesmo a criou para realizar experimentos com animais, porém convém ressaltar que segundo a afirmação behaviorista radical os mesmos princípios que atuam sobre os comportamentos de espécies mais simples, também atuam sobre comportamento humano em toda a sua complexidade. Os comportamentos dentro da caixa são controlados por um pesquisador através de procedimentos externos à realidade vivida ali dentro, dessa forma cada participante, dentro da “caixa” do BBB, também se comportam, e às vezes seus comportamentos são reforçados ou punidos, seja pelos colegas participantes, pelo apresentador ou pelo público.
            Apesar de tudo parecer muito complicado, a explicação é simples: o BBB modifica o comportamento dos indivíduos ali confinados, a história e a intensidade de interação com aquele ambiente, parecem afetar significativamente o modo de se comportar dos participantes. Isso coloca em xeque a idéia de que temos personalidades que nos fazem ser sempre as mesmas pessoas, independentemente dos ambientes onde estamos. Para Skinner e seus “seguidores”, o ambiente onde estamos modela o modo como nos comportamos. Logo, quando mudamos de ambiente, apesar da história anterior de interações interferir diretamente neste processo, também mudamos o nosso “modo de ser”, isto é, nossos comportamentos.
            Imagine um BBB onde nada modificasse o ambiente, seria um programa estático, onde a freqüência geral de comportamentos seria baixíssima, bem como a audiência. Nós operamos sobre o ambiente o tempo todo e isso está diretamente ligado à nossa sobrevivência. A “sobrevivência” na casa-“caixa” do BBB ilustra bem o mundo aqui fora, onde também agimos sempre sobre o ambiente e ao longo do tempo alguns comportamentos vão desaparecendo enquanto outros se refinam e aumentam de freqüência.
            O que realmente importa é que o BBB parece ilustrar, um dos principais pontos da teoria de Skinner sobre o comportamento operante, o prêmio final é reforçador, mas para que esta grande conseqüência seja liberada, é necessário passar por uma história de aprendizagem, onde muitos outros comportamentos serão reforçados gradativamente. Os “experimentadores” são muitos, e um simples deslize pode ser duramente punido. Entender o outro lado da “caixa”, isto é, o público, é outra tarefa complexa, pois qual é a lógica através da qual se decide punir ou reforçar os comportamentos de cada participante? Por certo, a própria história de interação de cada grupo de expectadores também interfere nesta escolha. Resumidamente, o BBB reflete bem uma sociedade mutável, dependendo das regras estabelecidas, que dizem o que será reforçado ou punido, os participantes podem se tornar mais ou menos agressivo, mais ou menos competitivo, e por aí vai. Do mesmo modo, as regras estabelecidas para que nos comportemos como cidadãos aqui fora, na “caixa maior”, também faz toda a diferença. Isso nos faz pensar sobre as leis que temos e porque ainda não conseguimos resolver problemas em grande escala, como a violência e a corrupção em todos os níveis. Basta o “empurrão certo” na hora certa, tudo é possível quando se tem um milhão e meio de reais em jogo. Aqui fora, dificilmente um milhão, mas há sempre “algo em jogo”.