sábado, 31 de dezembro de 2011

...e o acaso...



O ano enfim está no fim... E nesse finalzinho mil reflexões me veem a mente, reflexões, decepções, derrotas, vitórias, amores, desamores, inseguranças, certezas reais e imaginárias, voos baixos, tombos altos... E ao fundo o som da melodia de um "Epitáfio" Titânico...

Uma realidade que me bate ao rosto, ora como uma suave brisa, ora como um forte temporal, mas sem nunca deixar de ser real... O acaso, segundo meu "epitáfio", irá me proteger, das burradas, dos "voos solos com participações especiais", mas no fim uma segurança mesmo que irreal, mas só enquanto eu "andar distraído"...

Eu devia ter feito tanta coisa esse ano que acabou... "Amado mais, arriscado mais, queria ter aceitado as pessoas como elas são", porque no fim cada um sabe de si... Devia ter me importado menos... Mas sempre terei a proteção do bem querido acaso...

Enfim, "cada um sabe, a alegria e a dor que traz no coração", e com essa certeza espero que no próximo ano, meu "epitáfio" seja mais otimista, mais cheio de uma fé distraida, protegida pelo acaso, sem tantos "devia" ou "queria", porque como disse uma vez: PREFIRO A ANSIEDADE DO TENTEI, DO QUE A ANSIEDADE DO NÃO FIZ...

E você, qual "ansiedade" prefere? A vida está ai, um novo começo, um novo ano, uma nova vida... Se será nova só o "acaso", primo do "destino" para dizer, enquanto isso continue "andando distraido"...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Uma carta à um amigo...


Oi Amigo, 

Estava aqui ouvindo Titãs, e de repente começa a tocar Epitáfio, acho que conhece a música (http://www.youtube.com/watch?v=JHkIa6HTjRM), e percebi que ela tem muito haver com esse ciclo que andamos conversando de uns tempos pra cá, do que já fizemos, do que queremos fazer e de como queremos viver...

Não entendo porque essa nossa mania de deixar pra se arrepender do que não fez ao invés de se arrepender do que fez, pensa comigo a sensação é muito mais divina e maravilhosa, ambas causam angústia, então porque não viver a angústia do fazer do que a angústia do imóvel?

Não quero um epitáfio em minha lápide como o da música - "devia ter..." -  ah, não quero mesmo, quero viver tudo intensamente e loucamente, por isso te chamo tanto pra viver comigo - "devia ter me importado menos com problemas pequenos" - viver comigo no sentido de curtir a vida, assim como eu ando fazendo, pode ser um mecanismo de defesa? Pode, mas tá tão bom assim, pq complicar? E como pular de paraquedas (por isso quero tanto) é uma coisa que vou levar pra vida toda, a sensação de ter asas sem te-las, a sensação de ser livre, sendo... Porque a livre a gente é, só que vira escravo de um monte de demandas pequenas que vem de dentro pra fora...

Se o "acaso vai me proteger enquanto eu andar", não tenho que ter medo dele, ou me angustiar com  futuro, ele sempre vem, é igual uma bolinha de tenis que você joga no paredão, você pode não saber como ela vai voltar, mas a energia foi gasta, então bora aproveitar... Porque como diria Cazuza; "o tempo não para", então ... aaahhhh vou me repetir... ARRISQUE-SE e VIVA!!!!


Bjus te adoro de montão amigo!!!! Sempre....

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Alma...

É, o ano está acabando... E só quem me conhece bem, sabe o quanto esperei por esse fim, engraçado, porque finais sempre me deprimem, mas este me deixou mais reflexiva... Fiz uma análise de tudo que passei, de tudo que vivi, e de cada pessoinha maravilhosa que foi acrescentada a minha vida esse ano e que levarei para todos os outros anos...

Aliás, muitas coisas foram vistas por mim de uma outra forma, algumas se modificaram completamente, outras ficaram com formas distorcidas, teve até mesmo aquelas que eu nem sei explicar, teve as surpresas, as desejadas, enfim, milhões de coisas, que couberam dentro de minha alma, e que eu percebi que acabei transformando em melodia através das letras de músicas, quer ver só?

Comecei o ano com "Velha infância" dos Tribalistas, (http://www.youtube.com/watch?v=Il6OwhsebMc), passei para a melodia maravilhosa da Paula Fernandes, "Prá você" (http://www.youtube.com/watch?v=wn-7jpGEa9U), depois disso, passei um tempo no silêncio angustiante da minha tristeza, e de repente surge Adele, com seu "Rolling in the Deep" (http://www.youtube.com/watch?v=rYEDA3JcQqw&ob=av3e)que me deu força, ai veio a fúria de "Me adora" e "Admirável Chip Novo" da Pitty (http://www.youtube.com/watch?v=66PrK9b_WD8&ob=av3e e http://www.youtube.com/watch?v=aXJ_Ub1xbhw), ai sem muitas explicações fui para o "Tche tche re re tche tche" do Gustavo Lima (http://www.youtube.com/watch?v=G1aHsYIBjI0), ai fiquei um tempinho nessa parada sertaneja... (kkkkkkkkkkkkkk) - (http://www.youtube.com/watch?v=JMnFSyb-efI&feature=related) entre outros... kkkkkkk

Agora as coisas estão voltando ao eixo... Cazuza, Titãs, Paralamas, Barão, Nenhum de Nós, Biquini Cavadão... e AGORA ESTOU NO MEU MOMENTO CALMARIA:

Veja que cada uma delas é um pedacinho da minha alma.... E quais são as suas?

domingo, 18 de dezembro de 2011

Seja do tamanho dos seus sonhos Alice...



" Eu... eu... nem eu mesmo sei, nesse momento... eu... enfim, sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então. " (Lewis Carroll - Alice no País das Maravilhas) 

Quantas vezes, você se sentiu assim? Isso não é coisa de um dia, sim de uma vida, essa inconstância constante, causa uma angústia tremenda quando levada tão a séria... Raul Seixas já dizia que preferia ser a Metamorfose Ambulante, e eu particularmente acho que é assim mesmo... 

Transformar-se é divino, pense na borboleta, e não estou falando de uma simples forma física, porque nada adiantaria a lagarta transformar-se em borboleta se continuasse a pensar "rastejantemente"... Ela evoluiu e agora tem asas, e isso todos nós temos, uns usam outros não...


A dúvida de Alice é justificável, quem nunca se olhou no espelho e não se reconheceu? Faça o teste, olhe nos olhos da imagem que te fixa no frio vidro que reflete naquele momento sua alma... É assustador, mas também é maravilhoso...


Renove-se sem medo, encare a vida sem sustos, e deixe-se levar pela mais graciosa ternura que é ser para sempre, "essa metamorfose ambulante".... 


E como eu não me canso de repetir, "seja do tamanho do seus sonhos", e olha sonhe grande, você pode...

domingo, 11 de dezembro de 2011

O Admirável Chip Novo na Terra de Oz...


"Pane no sistema, alguém me desconfigurou/ Aonde estão meus olhos de robô?/ Eu não sabia, eu não tinha percebido/ Eu sempre achei que era vivo/ Parafuso e fluído em lugar de articulação/ Até achava que aqui batia um coração/ Nada é orgânico, é tudo programado/ E eu achando que tinha me libertado/ Mas lá vem eles novamente/ E eu sei o que vão fazer: Reinstalar o sistema..."

Rotina é uma droga... Apega-se a ela quem tem medo de viver, quem tem medo de sonhar, quem tem medo de si mesmo... Encaixar-se em um sistema é confortável, uma zona de conforto, um mecanismo de defesa...

Momento de reflexão sobre a realidade que nos rodeia e complicado, se as vezes uma simples brisa é o suficiente para quebrar a rotina, imagine um furacão? Um alguém que entra na sua vida e te desconfigura por completo, te mostra e se mostra, e de homem de lata você passa a leão, mas com essência de espantalho (leia-se O Mágico de Oz). Não se perca, não se limite, apenas busque como Dorothy, seja o caminho de casa, seja o caminho para a sua vida...

Quando abrem-se os olhos e a rotina se descortina, tudo é assustador, mas a sensação é divina, e por ser divina sempre terá alguém para te trazer de volta a realidade sufocante, mas lembre-se que cada homem é do tamanho do seu sonho. Então reflita qual é o tamanho do seu sonho...

Durante um tempo, com certeza ficará com raiva "daquele" que te tirou da realidade, daquele que te mostrou como as coisas deveriam ser e você fingia não ver, mas com o tempo verá que o que realmente quer e deseja, é nunca mais volta ao velho jeito de viver, saiba que não será fácil, mas também não será impossível, o impossível só existe para aqueles que não tentam, para aqueles que continuam com medo de viver, para aqueles que acham que viver na mediocridade é como uma taça de cidra... Desculpe, mas prefiro uma boa taça de champanhe, que inebria suavemente, e ainda faz cosquinhas do céu da boca...

E você, o que prefere? Cidra ou champanhe? A escolha é sua...

domingo, 2 de outubro de 2011

Você quer ser feito de areia ou de cimento?



A minha pergunta parece ser óbvia, mas não é, necessita de uma reflexão, reflita e no final me diga a sua escolha. Eu vou falar de vida, de construções, demolições,processo de cura, vitórias, e porque não, uma frustaçãozinha chata de incapacidade que as vezes dá...

Ouvi de uma pessoa muito querida, uma comparação das nossas vitórias e das nossas supostas derrotas, cada etapa é uma nova aquisição, algumas nos desgastam outras nos acrescentam, algumas enfraquecem mas outras nos fortalecem...

Imagine-se como uma escultura de areia, o trabalho é árduo, e difícil de ser executado, mas não impossível, cada detalhe, cada pedacinho da perfeição tão imperfeita do ser humano, ali, em uma simples escultura, de um material tão inconstante...

Quando artista faz sua escultura, ele sabe que ela esta sujeita a todo tipo de ação, chuvas, vento, destruição... Mas mesmo assim ele insiste, todos os dias reconstrói o que foi destruído, haja disposição e força de vontade...

Somos assim, feitos de milhares de pedacinhos, somos feitos de vitórias e derrotas, somos enfim um eterno recomeço, uma série de inconstancias nos afetam, nos destroem as vezes, mas a beleza de um momento simplesmente, uma fração de segundo que deve ser lembrada por toda uma vida...

No caso do cimento, ele é rígido, com formas duras, uma vez seco, não há a possibilidade de uma nova chance, não há a possibilidade de recomeço, o tempo destrói, a chuva desgasta, rachaduras só podem ser retocadas, deixando rebarbas, que se não tomarmos cuidado vai ferir novamente...

Nós somos recomeço, somos o inicio, mas em nossa essencia nunca o fim, se tropeçar não tenha vergonha, se tropeçar não se deixe cair, e se cair, lembre-se machucados cicatrizam, e essas cicatrizes não são a lembrança de algo triste, mas a lembrança que você caiu, machucou, deu a volta por cima e levantou, cicatrizes são marcas de vida, marcas de força, marcas de uma história de vitória...

Vai lá, valorize cada cicatriz, e perceba que ser de areia significa reconstruir-se sempre, quem é de cimento quebra e não tem como reconstruir, vira caco quando cai, a areia pode sempre se remodelar, cada forma de uma maneira, e sempre mais feliz, e sempre melhor que antes...

E ai? Você prefere ser de cimento ou de areia? Eu já decidi... rsrsr

domingo, 18 de setembro de 2011

Rompendo laços...

Hoje parei para refletir sobre laços, e percebi que tudo está associado aos laços da vida, aqueles aos quais nos prendem e mantém nos lugares... Lugares que nem sempre queremos estar, mas que insistimos em permanecer, laços aos quais criamos, e depois fingimos não saber como desatar...

Cortar os laços é uma grata surpresa, um belo presente sempre vem amarrado com um lindo laço, mas para saber o que tem na caixa, o laço tem que ser rompido... Vai doer, porque as vezes o laço é bonito, mas é necessário, para uma linda surpresa...

E é em busca dessa linda surpresa que a coragem deve falar mais alto, arriscar é a palavra, arriscar é o caminho, não tenha medo da dor que pode advir desse rompimento, porque eu garanto, ela virá, mas também garanto que ela passará...

Vamos lá, a vida é curta, e a estrada é longa, reaprenda a viver, e não tenha medo de arriscar nunca, valorize o passado, espere o futuro, mas viva sempre o presente, e como diria Vandré; "esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer..."

Se quiser eu te empresto a tesoura e a coragem, basta você querer...

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Uma reflexão sobre Melaine Klein



Outro dia em uma aula sobre Melaine Klein (leia-se uma fabulosa aula da professora Ana Carolina), ouvi algo que me impactou de uma forma doida... "a fragmentação é a última chance de defesa, desintegrar-se (romper/desconectar) para manter algo articulado dentro de si..."

Lógico nesse momento ela falava de mecanismos de defesa, digamos primitivos, em bebês, (se eu entendi correto), mas a questão é a reflexão que fiz, ok, é uma frase solta apenas, mas de forte impacto... Ela fala da vida, e de toda a construção de uma personalidade que levamos anos construímos, mas que de uma hora para outra é necessário "romper" para reorganizar...

Essa fragmentação me lembrou um jogo de cartas... (Adoro essas comparações): quando nascemos recebemos um baralho e presente, com o tempo, e com a evolução e amadurecimento do individuo, começamos a modificar a ordem das cartas, embaralhar os naipes, os números, aquilo tudo que veio pre definido, ou não... A questão toda é que em determinado momento, tudo fica tão confuso, perdemos algumas cartas no caminho, substituímos outras, trocamos as de papel pelas de plástico e nessa confusão toda, acabamos por nos perder...

Ao meu ver, a fragmentação, como última chance de defesa, rompe, para manter algo importante e estruturado dentro de si, manter as cartas é complicado, o sentido do jogo muda a todo momento, e a luta e ingrata, jogamos com a sociedade, e na hora da virada as vezes estamos frágeis, e é nesse momento que devemos jogar todas as cartas na mesa colocá-las todas viradas para cima, e começar a organização...

Ok, isso não é certeza que tudo não vá ficar novamente desorganizado, mas com isso vem o fortalecimento, e o saboroso gostinho da virada, que rima com vida, e enfim quem sabe um dia, não haverá a necessidade de de defesa... Aliás, eu prefiro muito mais a beleza da ambivalencia do 'E', do que o determinismo do 'OU'...

E você? o que prefere? Observe, reflita e enfim: VIVA!

sábado, 3 de setembro de 2011

"Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda".(Sigmund Freud)



Antes de mais nada, como diria o Rei: Eu voltei, agora prá ficar, porque aqui, aqui é meu lugar! Eu voltei pr'as coisas que eu deixei! Eu voltei!...

Enfim, sem mais delongas, esse voltar tem muito haver sobre o que eu quero refletir junto com vocês hoje, pulsão de morte e pulsão de vida... Tenho uma ideia toda "Lilian de ser" sobre isso, pode ser que eu esteja longe do real significado disso, digo freudianamente falando, mas acho que vale a pena refletir.

Bom antes de mais nada, vamos a definição, mesmo que superficial, sobre as duas pulsões: "A pulsão de vida seria representada pelas ligações amorosas que estabelecemos com o mundo, com as outras pessoas e com nós mesmos, enquanto a pulsão de morte seria manifestada pela agressividade que poderá estar voltada para si mesmo e para o outro. O princípio do prazer e as pulsões eróticas são outras características da pulsão de vida. Já a pulsão de morte, além de ser caracterizada pela agressividade traz a marca da compulsão à repetição, do movimento de retorno à inércia pela morte também."

Enfim, uma te impulsiona para a vida, e a forma "cor de rosa" como você se relaciona com o mundo, com o outro e com você, a outra, é a relacionada aos sentimentos aos quais passamos a vida a esconder, raiva, agressividade... Porém, uma não existe sem a outra...

Ao meu ver, a pulsão de morte, te "prova" que é possível viver... Sem excluir o poder destrutivo da pulsão de morte, podemos dizer que assim como a inveja também tem um lado positivo (isso é conversa para um próximo post), a "morte" te impulsiona a "viver"...

Complicado? Não, de jeito nenhum, viver a vida, mas com algumas regras para uma sobrevivência natural, é o que dá fôlego para o fortalecimento de uma personalidade que se encontra frágil e confusa.Fortalecer-se é o canal, viver a vida não é opção, e manter-se nessa roda viva, é maravilhoso!!

Pare, pense, reflita, veja qual "pulsão de morte" te fortalece, e simplesmente...VIVA!!!!

Ah!! Mas com juízo viu, pular de um avião sem paraquedas não é um "impulso" para a vida... É BURRICE MESMO!!!! rsrsrsrs

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Recomeço do amor - Martha Medeiros

(Faz tanto sentido... Buscar melhorar, buscar evoluir, e sempre ir em frente...)

O amor não acaba, nós é que mudamos

Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba?

O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são subtituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado à nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantém os mesmos.

Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.

O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.

(Martha Medeiros)

sábado, 27 de agosto de 2011

Despedida - (PRECISAVA COMPARTILHAR ISSO COM VOCÊS)




Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.

(Martha Medeiros)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Um pedido de desculpas...

Olá,

Olha sei que estou atrasada com postagens e deveria ter uma nova todos os dias, mas ultimamente ando confusa com algumas coisas, então ordenar os pensamentos anda meio complicado, mas prometo que semana que vem atualizo, e voltaremos aos nossos textos normalmente!

Abraços!!

domingo, 14 de agosto de 2011


Lí essa frase em leituradiaria.com.br,e me fez refletir:

" Quando o ego se submete ao id, torna-se imoral e destrutivo; ao se submeter ao superego, enlouquece de desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável; se não se submeter ao mundo, será destruído por ele."

Me assustei com a possibilidade da verdade, aliás ultimamente, verdades tem me causado medo, fico pensado se não é esse ID, "maldoso" que passamos a vida a proteger, já ouvi de pessoas diferentes que não somos bons, e que acreditar nisso é uma ilusão, e quer saber no auge da minha visão cor de rosa da vida, começo a acreditar nisso...

Pela frase acima em questão, enlouquecemos de desespero quando não podemos ser aquilo que somos, e passamos a vida a fingir o que não queremos ser... Pode parecer louca essa afirmação, acho até que ando nesse momento de insatisfação, mas reflexões pessoais a parte, o que quero entender é: em que momento nos perdemos? em que momentos nos desesperamos? em que momento me deixo destruir pelo mundo?

Sinceramente não sei, aliás como disse a um amigo, só tomei metade do comprimido da Matrix (assistam ao primeiro, e irão entender), por medo? insegurança? Ah! sei lá, acho que todos tomamos esse comprimido partido, é seguro manter-se no limite da realidade e do irreal, ou não...

Quer saber, sejam o que o mundo lhes pede, mas não percam uma pontinha de loucura... Enfim sejam EGO, mas sem perder uma pontinha do seu ID...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Noites Cariocas


(UM CONTO QUE ESCREVI, COMENTEM O QUE ACHARAM) - LEIA COM OS OLHOS DA PSICOLOGIA, VERÁ QUE NÃO FUGI AO TEMA... rsrsrs

Noite quente, um calor insuportável, o bucólico ventilador mal da conta do suor que teima em escorrer pelo meu corpo. Vou até a sacada, sinto a brisa suave da noite bater em meu rosto, um arrepio percorre meu corpo resolvo sair, estava cansada de olhar a vida passar pela janela do apartamento, tenho certeza que a luz da lua acalmará meu corpo e minha alma.

Já na rua, percebo que não sou a única, muitos levados pelo calor saem pelas ruas, muitos se acomodam nas mesas de barzinhos, bebem cerveja, riem alto, outros namoram e trocam beijos apaixonados... Andei por ruas horas alegres, horas tristes, com boa iluminação para iluminar as ações dos justos, com pouca iluminação para esconder as más intenções.

Perdida em meus devaneios, nem percebo que me aventuro por uma viela, uma rua que eu nem sabia que existia; percebo que andam pessoas de caráter duvidoso, pessoas que a muito tempo já perderam a vontade de saber a que vieram ou para onde vão... Não que o lugar tivesse algo de mágico, mas escutei ao longe uma música que aguçou minha curiosidade, não era parecido com nada com o que eu estava acostumada, não era o samba dos velhos malandros, e sim um bolero cantado na voz chorosa de uma mulher.

Ao seguir o som, deparei-me com um boteco com ares de que algum dia já fora imponente, porém o tempo não havia sido justo nem com a pintura muito menos com o reboco da parede, que ameaçava cair com uma leve brisa. Ao reparar o movimento lá dentro, resolvi entrar, sem me preocupar com a segurança ou mesmo com o que iam falar de mim, caso algum conhecido me visse entrando ali; um ambiente tão suspeito, e tão pouco familiar.

Ao entrar sou tomada pela mais louca curiosidade, e analiso o local, percebi que aquele lugar tinha um cheiro inebriante de perfume barato, misturado a fumaça de cigarros, e o fedor de suor; penso que se o pecado tivesse um cheiro, com certeza seria esse o aroma que sentiríamos. Luto com a razão, que me manda ir embora, e com a curiosidade que me manda ficar, e no final é a curiosidade que me mantém fixa naquele lugar. Não sei o que é, se o ambiente e a meia luz, ou o som, que mesmo confuso para mim, envolve meu corpo em uma névoa de magia e sedução.

Olho para o balcão e vejo o rosto cansado de uma velha, muito maquiada e que pelos seus olhos percebo saber mais do que gostaria da vida. Logo acima dela identifico de onde vinha o bolero antigo, cheio de mel, dor e sofrimento, um rádio velho acomodado em uma prateleira teimava em tocar; a imagem de São Jorge ladeada por um terço já sem cor tem ao seu lado uma vela de sete dias acesa e um pequeno vaso de arruda, parecendo não combinar com a decoração inusitada do local, onde garrafas de cachaça, vinho barato, e outras bebidas, rodeados de copos semi-sujos dão o tom da decoração. Sou tirada de meu transe pelo som de pratos se quebrando, um palavrão, e a velha que a meu ver parecia de cera, levanta-se gritando chamando por alguém chamado Raul. Deduzo ser ali a cozinha.

Nesse momento passei a analisar as pessoas que me cercavam; algumas altas, outras baixas, algumas mulheres riam alto, outras nada falavam mas seus semblantes mostravam que já estavam cansadas de tudo aquilo, alguns homens jogavam sinuca, outros simplesmente bebiam e choravam, outros brigavam entre si, coisas que é difícil até para a nossa vã filosofia entender...
Volto minha atenção para um canto do bar, e vejo que alheios ao barulho um casal dança, o que chama minha atenção não é a dança sensual, ou mesmo as mãos que percorrem ambos os corpos, mas a distinção do casal...

Ele aparentava ser um homem rude, com uma camisa suada, calça surrada e suja, além das botas sujas de barro, seus braços fortes eram tatuados e as mãos que apalpavam o corpo esguio da mulher tinham as unhas sujas de graxa, que dava para ver de longe...

Já a mulher não, ela tinha o cabelo preso em um charmoso coque, que deixava sua nuca livre para os beijos daquele homem com a barba por fazer, ela usava saia, salto e meia calça negra, o que lhe dava um ar de mulher elegante, sua blusa branca parecia ser da mais pura seda. Tive a impressão que ela exalava um leve aroma de primavera, já ele a cachorro molhado.

Peguei-me em meio ao pensamento do que tinha levado aquela mulher até aquele lugar, pensei em amor, solidão, desejo, até o mesmo o calor...Mas em meu intimo eu tinha quase certeza que ela fora levada algum dia por curiosidade aquele lugar; quem sabe a mesma que me levara ali...

E com este pensamento saí dali, decidida e apressada para nunca mais voltar...

Conversando com Danuza


Outro dia, li um texto da Danuza Leão em que ela falava sobre reformas... Reforma da casa em si, mas sei que ela falava de reforma da alma, de reforma de atitudes, de reforma geral na vida e nas nossas ações...

Em um trecho ela diz: "a primeira parede derrubada é um sonho, de tão bom. Mas, ao abrir os armários, vê os cabides cobertos de poeira... Imagine os vestidos..." Agora imagine que cada vestido é um sentimento, alguns de tão velhos não nos servem mais, outros a gente usa de vez em quando, tem aqueles que a só usamos em dia de "festa", outros em velórios da alma, tem os longos, os curtos, os coloridos para alegras a vida, aqueles que usamos para tomar banho de chuva, e o clássico pretinho básico, e existem aqueles que a gente "veste" todos os dias..

Seja lá qual é o nosso "vestido" do dia, o que sei é que cada um é uma história, cada um nos torna o que somos, falo de vestido para mulheres, mas pode muito bem ser a camisa de um homem, pois todos nos precisamos e necessitamos de "obras" na alma, o que realmente importa é o que fica no final, como diria o refrão de um antigo samba: "levanta sacode a poeira e dá a volta por cima", mesmo que com respingos de tinta, arranhões no piso e objetos perdidos, e não se espante se "daqui a dois anos, abrindo uma revista de decoração, der vontade de começar tudo de novo. Seja corajosa e vá em frente, pois são as mudanças que fazem com que a vida seja sempre surpreendente."

(Texto referência: "Conversando com Danuza" :Revista Cláudia/ Maio - 2011)

sábado, 23 de julho de 2011

Uma reflexão sobre Édipo Rei


Quando me deparei pela primeira vez com a tragédia de Édipo, estava cursando Filosofia, não que não tivesse conhecimento da história, mas tive uma noção maior da complexidade das desventuras do homem que mata o próprio pai e se casa com a mãe...

Fugindo aos clichês, e pendendo para um lado mais psicanalítico, fica fácil entender o motivo que levou Sigmund Freud a escolher essa tragédia para dar nome e explicar uma de suas mais famosas teorias: O Complexo de Édipo.

No inicio da tragédia já fica claro que Édipo paga pelos erros de seu pai, tem uma história antes de Édipo, LAIO, e que conta o motivo da maldição que perseguiu seu filho,(http://pt.wikipedia.org/wiki/Laio),aos meus olhos tudo tem um "que" de efeito dominó, uns pagando pelos erros dos outros e assim a história se completa e como diria uma boa tragédia grega: o destino se cumpre.

Ao ler atentamente a tragédia, a sensação que tenho é que o destino de Édipo é como se fosse o inconsciente que busca uma forma louca de se expressar, seja atando o pai, seja casando com a mãe, ou mesmo resolvendo o enigma da esfinge.

Falando em esfinge, seu enigma nos remete a outra conclusão, a esfinge fala do homem, o mesmo homem que se descobre ao longo da tragédia, o mesmo homem que conhece um enigma que salva a vida de todos e não consegue salvar sua propria alma...

Não vou me apegar aos clichês do próprio complexo em si, mas do que cada virgula da tragédia apresenta sobre o inconsciente, aliás, vejo claramente a representação do ID, EGO e SUPEREGO na tragédia, quem ainda não entendeu a diferença básica entre os três posso explicar assim:

1) ID: Édipo matar Laio - impulso, não se pensa apenas se age
2) EGO: Ele matou o próprio pai, mas não sabe disso, então justifica seu ato pelo desconhecimento de uma informação
3) SUPEREGO: Édipo, se pune por ter desposado a mãe, ter tido com ela filhos, ele fura os próprios olhos e Jocasta suicida-se...

Enfim, o destino se cumpriu...

Leiam a tragédia, mas agora com essa visão psicanalítica, fica bem mais legal rsrsr

OBS: Quero deixar claro que aqui são ideias minhas, se alguém quiser comentar, estou aberta, mesmo que seja uma ideia contraria, sera bem vindo o debate.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O Mito de Pandora e a Psicologia

Enfim resolvi falar de Psicologia... De cada reflexão, e cada ideia, de cada conclusão... Depois que comecei a fazer Psicologia, as ideias fluem à uma velocidade vertiginosa, as vezes nem consigo dar conta do atropelo de frases, letras, significados e significantes...

Gosto muito de Mitologia Grega, e sempre busco algumas referências no meu passado Filosófico (quem me conhece sabe que fiz Filosofia até o último ano e desisti... Mas isso é outra história), a questão é; lendo sobre o mio da Caixa de Pandora, percebi a similaridade com a Psicologia...

Explico:

"Pandora foi a primeira mulher que existiu, criada por Hefesto e Atena auxiliados por todos os deuses e sob as ordens de Zeus. Cada um lhe deu uma qualidade. Recebeu de um a graça, de outro a beleza, de outros a persuasão, a inteligência, a paciência, a meiguice, a habilidade na dança e nos trabalhos manuais.

Hermes, porém, pôs no seu coração a traição e a mentira. Feita à semelhança das deusas imortais, destinou-a Zeus à espécie humana, como punição por terem os homens recebido de Prometeu o fogo divino. Foi enviada a Epimeteu, a quem Prometeu recomendara que não recebesse nenhum presente dos deuses. Vendo-lhe a radiante beleza, Epimeteu esqueceu quanto lhe fora dito pelo irmão e a tomou como esposa.

Ora, tinha Epimeteu em seu poder uma caixa que outrora lhe haviam dado os deuses, que continha todos os males. Avisou a mulher que não a abrisse. Pandora não resistiu à curiosidade. Abriu-a e os males escaparam. Por mais depressa que providenciasse fechá-la, somente conservou um único bem, a esperança. E dali em diante, foram os homens afligidos por todos os males"
(FONTE:http://pt.wikipedia.org/wiki/Pandora)

A Psicologia, cabe abrir a caixa, soltar os males, mas manter a esperança... Manter essa Esperança para a Psicologia significa ao meu ver, olhar para dentro, pois só lá encontram-se todas as respostas...

Enfim, essa é a Psicologia que eu penso, se estou certa? Ah, isso talvez nem Freud explicaria...rsrsrs