terça-feira, 30 de agosto de 2011

Recomeço do amor - Martha Medeiros

(Faz tanto sentido... Buscar melhorar, buscar evoluir, e sempre ir em frente...)

O amor não acaba, nós é que mudamos

Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba?

O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são subtituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado à nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantém os mesmos.

Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.

O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.

(Martha Medeiros)

sábado, 27 de agosto de 2011

Despedida - (PRECISAVA COMPARTILHAR ISSO COM VOCÊS)




Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.

(Martha Medeiros)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Um pedido de desculpas...

Olá,

Olha sei que estou atrasada com postagens e deveria ter uma nova todos os dias, mas ultimamente ando confusa com algumas coisas, então ordenar os pensamentos anda meio complicado, mas prometo que semana que vem atualizo, e voltaremos aos nossos textos normalmente!

Abraços!!

domingo, 14 de agosto de 2011


Lí essa frase em leituradiaria.com.br,e me fez refletir:

" Quando o ego se submete ao id, torna-se imoral e destrutivo; ao se submeter ao superego, enlouquece de desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável; se não se submeter ao mundo, será destruído por ele."

Me assustei com a possibilidade da verdade, aliás ultimamente, verdades tem me causado medo, fico pensado se não é esse ID, "maldoso" que passamos a vida a proteger, já ouvi de pessoas diferentes que não somos bons, e que acreditar nisso é uma ilusão, e quer saber no auge da minha visão cor de rosa da vida, começo a acreditar nisso...

Pela frase acima em questão, enlouquecemos de desespero quando não podemos ser aquilo que somos, e passamos a vida a fingir o que não queremos ser... Pode parecer louca essa afirmação, acho até que ando nesse momento de insatisfação, mas reflexões pessoais a parte, o que quero entender é: em que momento nos perdemos? em que momentos nos desesperamos? em que momento me deixo destruir pelo mundo?

Sinceramente não sei, aliás como disse a um amigo, só tomei metade do comprimido da Matrix (assistam ao primeiro, e irão entender), por medo? insegurança? Ah! sei lá, acho que todos tomamos esse comprimido partido, é seguro manter-se no limite da realidade e do irreal, ou não...

Quer saber, sejam o que o mundo lhes pede, mas não percam uma pontinha de loucura... Enfim sejam EGO, mas sem perder uma pontinha do seu ID...