domingo, 18 de setembro de 2011

Rompendo laços...

Hoje parei para refletir sobre laços, e percebi que tudo está associado aos laços da vida, aqueles aos quais nos prendem e mantém nos lugares... Lugares que nem sempre queremos estar, mas que insistimos em permanecer, laços aos quais criamos, e depois fingimos não saber como desatar...

Cortar os laços é uma grata surpresa, um belo presente sempre vem amarrado com um lindo laço, mas para saber o que tem na caixa, o laço tem que ser rompido... Vai doer, porque as vezes o laço é bonito, mas é necessário, para uma linda surpresa...

E é em busca dessa linda surpresa que a coragem deve falar mais alto, arriscar é a palavra, arriscar é o caminho, não tenha medo da dor que pode advir desse rompimento, porque eu garanto, ela virá, mas também garanto que ela passará...

Vamos lá, a vida é curta, e a estrada é longa, reaprenda a viver, e não tenha medo de arriscar nunca, valorize o passado, espere o futuro, mas viva sempre o presente, e como diria Vandré; "esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer..."

Se quiser eu te empresto a tesoura e a coragem, basta você querer...

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Uma reflexão sobre Melaine Klein



Outro dia em uma aula sobre Melaine Klein (leia-se uma fabulosa aula da professora Ana Carolina), ouvi algo que me impactou de uma forma doida... "a fragmentação é a última chance de defesa, desintegrar-se (romper/desconectar) para manter algo articulado dentro de si..."

Lógico nesse momento ela falava de mecanismos de defesa, digamos primitivos, em bebês, (se eu entendi correto), mas a questão é a reflexão que fiz, ok, é uma frase solta apenas, mas de forte impacto... Ela fala da vida, e de toda a construção de uma personalidade que levamos anos construímos, mas que de uma hora para outra é necessário "romper" para reorganizar...

Essa fragmentação me lembrou um jogo de cartas... (Adoro essas comparações): quando nascemos recebemos um baralho e presente, com o tempo, e com a evolução e amadurecimento do individuo, começamos a modificar a ordem das cartas, embaralhar os naipes, os números, aquilo tudo que veio pre definido, ou não... A questão toda é que em determinado momento, tudo fica tão confuso, perdemos algumas cartas no caminho, substituímos outras, trocamos as de papel pelas de plástico e nessa confusão toda, acabamos por nos perder...

Ao meu ver, a fragmentação, como última chance de defesa, rompe, para manter algo importante e estruturado dentro de si, manter as cartas é complicado, o sentido do jogo muda a todo momento, e a luta e ingrata, jogamos com a sociedade, e na hora da virada as vezes estamos frágeis, e é nesse momento que devemos jogar todas as cartas na mesa colocá-las todas viradas para cima, e começar a organização...

Ok, isso não é certeza que tudo não vá ficar novamente desorganizado, mas com isso vem o fortalecimento, e o saboroso gostinho da virada, que rima com vida, e enfim quem sabe um dia, não haverá a necessidade de de defesa... Aliás, eu prefiro muito mais a beleza da ambivalencia do 'E', do que o determinismo do 'OU'...

E você? o que prefere? Observe, reflita e enfim: VIVA!

sábado, 3 de setembro de 2011

"Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda".(Sigmund Freud)



Antes de mais nada, como diria o Rei: Eu voltei, agora prá ficar, porque aqui, aqui é meu lugar! Eu voltei pr'as coisas que eu deixei! Eu voltei!...

Enfim, sem mais delongas, esse voltar tem muito haver sobre o que eu quero refletir junto com vocês hoje, pulsão de morte e pulsão de vida... Tenho uma ideia toda "Lilian de ser" sobre isso, pode ser que eu esteja longe do real significado disso, digo freudianamente falando, mas acho que vale a pena refletir.

Bom antes de mais nada, vamos a definição, mesmo que superficial, sobre as duas pulsões: "A pulsão de vida seria representada pelas ligações amorosas que estabelecemos com o mundo, com as outras pessoas e com nós mesmos, enquanto a pulsão de morte seria manifestada pela agressividade que poderá estar voltada para si mesmo e para o outro. O princípio do prazer e as pulsões eróticas são outras características da pulsão de vida. Já a pulsão de morte, além de ser caracterizada pela agressividade traz a marca da compulsão à repetição, do movimento de retorno à inércia pela morte também."

Enfim, uma te impulsiona para a vida, e a forma "cor de rosa" como você se relaciona com o mundo, com o outro e com você, a outra, é a relacionada aos sentimentos aos quais passamos a vida a esconder, raiva, agressividade... Porém, uma não existe sem a outra...

Ao meu ver, a pulsão de morte, te "prova" que é possível viver... Sem excluir o poder destrutivo da pulsão de morte, podemos dizer que assim como a inveja também tem um lado positivo (isso é conversa para um próximo post), a "morte" te impulsiona a "viver"...

Complicado? Não, de jeito nenhum, viver a vida, mas com algumas regras para uma sobrevivência natural, é o que dá fôlego para o fortalecimento de uma personalidade que se encontra frágil e confusa.Fortalecer-se é o canal, viver a vida não é opção, e manter-se nessa roda viva, é maravilhoso!!

Pare, pense, reflita, veja qual "pulsão de morte" te fortalece, e simplesmente...VIVA!!!!

Ah!! Mas com juízo viu, pular de um avião sem paraquedas não é um "impulso" para a vida... É BURRICE MESMO!!!! rsrsrsrs