sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Uma reflexão sobre Melaine Klein



Outro dia em uma aula sobre Melaine Klein (leia-se uma fabulosa aula da professora Ana Carolina), ouvi algo que me impactou de uma forma doida... "a fragmentação é a última chance de defesa, desintegrar-se (romper/desconectar) para manter algo articulado dentro de si..."

Lógico nesse momento ela falava de mecanismos de defesa, digamos primitivos, em bebês, (se eu entendi correto), mas a questão é a reflexão que fiz, ok, é uma frase solta apenas, mas de forte impacto... Ela fala da vida, e de toda a construção de uma personalidade que levamos anos construímos, mas que de uma hora para outra é necessário "romper" para reorganizar...

Essa fragmentação me lembrou um jogo de cartas... (Adoro essas comparações): quando nascemos recebemos um baralho e presente, com o tempo, e com a evolução e amadurecimento do individuo, começamos a modificar a ordem das cartas, embaralhar os naipes, os números, aquilo tudo que veio pre definido, ou não... A questão toda é que em determinado momento, tudo fica tão confuso, perdemos algumas cartas no caminho, substituímos outras, trocamos as de papel pelas de plástico e nessa confusão toda, acabamos por nos perder...

Ao meu ver, a fragmentação, como última chance de defesa, rompe, para manter algo importante e estruturado dentro de si, manter as cartas é complicado, o sentido do jogo muda a todo momento, e a luta e ingrata, jogamos com a sociedade, e na hora da virada as vezes estamos frágeis, e é nesse momento que devemos jogar todas as cartas na mesa colocá-las todas viradas para cima, e começar a organização...

Ok, isso não é certeza que tudo não vá ficar novamente desorganizado, mas com isso vem o fortalecimento, e o saboroso gostinho da virada, que rima com vida, e enfim quem sabe um dia, não haverá a necessidade de de defesa... Aliás, eu prefiro muito mais a beleza da ambivalencia do 'E', do que o determinismo do 'OU'...

E você? o que prefere? Observe, reflita e enfim: VIVA!

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