sábado, 17 de novembro de 2012

Escolhas


Quem me conhece, sabe bem uma frase que não me canso de repetir: "fracassado não é quem tentou e perdeu, mas quem desistiu antes mesmo de tentar", e sabe também que sigo essa máxima em minha vida, mas... (sim, quem me conhece sabe também que comigo sempre tem um mas...), ao me deparar com essa frase dita por Bruce Lee (peguei da internet, pode nem ser dele mesmo...), me peguei refletindo sobre o tal do desistir...

Eu, como sempre, não consigo ver só o lado positivo ou negativo das coisas, tenho dificuldade em classificar defeitos e qualidades, isso é bom isso é ruim, sou, e sempre serei a mulher do depende, depende do ponto de vista, do momento, depende de um monte de coisas que não se tem como controlar, enfim, desistir tem lá suas vantagens sim, ou pelo menos ajuda a fortalecer...

Luta-se por liberdade, esta em um contexto geral é feita de escolhas, e escolher significa desistir de algo em favor de outra coisa... A regra é simples assim, se foi a escolha correta só o tempo para dizer, mas até essa questão de "correto" e "incorreto" é relativo, hoje o que te não te faz falta amanha pode fazer, hoje o que aos teus olhos é estranho amanhã pode não ser...

Tudo depende do momento em que se vive, para sempre o eterno movimento de ir e vir, ou só de ir, depende de tanta coisa, depende de tantas escolhas, depende de tantos "desistir" pelo caminho...

Mas veja bem, não falo em desistir de si mesmo, não falo em desistir da vida, em desistir de coisas tão caras e preciosas, essas ai são as "molas que movimentam o mundo", mas pense bem, lembre-se de coisas que teve que desistir, algumas você pode "pegar" depois outras não, o ciclo se renova e as escolhas estão sempre ai em suas mãos...

Vai lá, pensou que ser livre seria fácil? Não, não é! Pensou que isso não implicaria em ter que desistir, escolher, optar? Ok, eu também pensava assim... Mas hoje, percebi que desistir tem lá sua beleza, afinal é através dele que a liberdade vem... Ou não... Liberdade assistida controlada? Aaaaah, melhor parar por aqui, Liberdade é um assunto que fica para depois, até porque me lembrei de um livro que fala sobre isso: Revolução dos Bichos de George Orwell, e Liberdade não é assunto para um parágrafo qualquer, é assunto para milhares deles...

Então, já desistiu de alguma coisa hoje? 

domingo, 21 de outubro de 2012

Ué, eu só sei...


Conversando com uma amiga sobre sentimentos, entre um chocolate e outro, o assunto recaiu sobre o infinitamente discutido amor... Cantado em verso e prosa, sentido, doido, sofrido, inebriante, aquele que é eterno para sempre, e aquele que já começa com data para acabar...

"Assunto complicado", disse ela, "mas tão legal de sentir", bom... Há controvérsias, mas controvérsias assim como clichês, deliciosamente assustador... Ei, para de tentar quantificar essa "coisinha" chamada amor, ele é eterno, enquanto dure, é relativo e absoluto, é pequeninho que cabe na palma da mão, é grandão que transborda no coração, as vezes dá um apertinho na alma, mas é o responsável dos maiores sorrisos...

Minha amiga foi mais longe, e eu "refinei" a conversa, permissão dada, permissão abusada, fato publicado: Se eu pudesse conversar com esse bendito e aclamado amor a conversa seria mais ou menos assim: "Ei caro amor, não foge, não corre, fica aqui mais um pouquinho, do meu ladinho, tenho uma boa noite de sono, te dou colo, casa, comida e roupa lavada, ou se preferir, sem roupa nem nada... Mas fique...". 

É amiga, o pedido é sempre o mesmo, não sei se o "bendito" é assim tão domesticado, afinal de contas se fosse não teria graça teria? Veja só, amor domesticado não tem graça, não dá arrepio, surpresa, e nem mesmo tesão (olha a tal da 'controvérsia' ai de novo), amor domesticado não dá frio na espinha, e muito menos gera paixão... 

Porque no fim, "eu só sei que é amor", porque sei ué... Amor não se explica, se sente, frações de segundo, dias, meses, anos... Então amiga, bora abrir outra caixa de chocolates que essa já foi, e o assunto ainda vai looooooooge... 

sábado, 13 de outubro de 2012

120 cores


Feriado prolongado para mim tem ares de faxina, de organização, da casa, do guarda roupa, das gavetas, e hoje tirei o dia para arrumar minha caixa de maquiagem, sim "senhores meninos", vocês limpam o carro as meninas a caixa de maquiagem, joguei algumas coisas fora, lápis quebrados, blush no finzinho, base vencida (nem lembrava que tinha base liquida no fundo da caixa), e ao me deparar com meu pequeno estojo de sombras me lembrei de uma frase proferida por uma pessoa que amo muito: "palheta de sombras de 18 cores são para as tímidas, para as básicas, as de 120 para as poderosas, as decididas!".

Me olhando no espelho, com aquele estojinho básico nas mãos, fiquei pensando o quanto inconscientemente refletimos um momento, um estado de alma, psicanaliticamente falando ("com licença pela liberdade poética Senhor Freud") projetamos o interno de uma forma absurda por nossas atitudes externas.

Penso que refletem-se momentos, hoje acordo 18 cores, amanha 120, hoje sou morena, amanha loira, depois de amanha ruiva... Inconstância? Não, momentos, viva cada momento pois cada um tem uma função; seja reflexão, seja de crescimento, ou simplesmente de autoconhecimento. (Falando em Gestalt agora...)

Não meus amigos, não falo só de mim, falo de você que está ai lendo tudo isso do outro lado, com sua caixinha de sombras na mão e pensando: "preciso de mais cores", nos olhos, nas roupas, na vida... Hei, nos olhos... Sim, mais uma coisinha boa para uma interpretação hem... Meninas pensam em sombras, meninos pensem em nós de gravatas, hoje nó simples, amanhã nó duplo...

Enfim, voltando a realidade, continuei com o estojinho nas mãos, guardei no fundo da caixa de maquiagem, já limpa e organizada, e depois de uma breve reflexão descobri que neste momento 18 cores não me definem mais...

E você? 18 cores, 120 cores, nó simples ou nó duplo? O que te define neste momento?



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Tempo, tempo tempo...

Hoje resolvi falar de saudade... Não de qualquer saudade, mas de uma saudade que eu já previa, que começou a ser construída a cinco anos atras e chega a seu ápice no final desse ano... Saudade de cada dia, saudade da rotina, saudade de cada amigo que vai trilhando seu caminho ai, nessa nova jornada chamada VIDA PROFISSIONAL...

Quando entrei na faculdade, minha vida era planejada por ano, sim, ano, comprava uma agenda e dava inicio a tudo que ia me lembrando que iria acontecer ao longo de 365 dias, os aniversários, os feriados, alguns compromissos que se repetiam todo ano... Mas com o tempo, percebi que tudo ali funcionava por semestre, seis longos meses, e então tudo começou a ficar mais corrido, o tempo era curto, as horas corriam, os dias então nem se fale... E assim se passaram oito longos semestres... Nesse período, amizades foram conquistadas, experiencias foram vividas, lições aprendidas, e uma vida ia foi sendo vivida... 

Enfim, o penúltimo período chegou, e resolvi me planejar em "pedaços", em dias, 30 dias mais exatamente, menos corrido, ao meu ver que 6 longo meses, parece estranho, mas o relógio de cada um nesse processo de desapego corre em um ritmo...

Hoje na reta final, último período, o mais esperado e o mais temido por cada um de nos finalmente chegou, e percebo que sem querer me planejo por semanas, uma de cada vez, sem olhar os meses, sete dias completinhos... O primeiro ciclo enfim chega ao fim, trazendo na bagagem dor, felicidade, angustia, sorrisos, e muitos, muitos amigos, alguns para uma vida toda e para outro ciclos, outros não, mas a certeza de que cada um em sua essência teve sua importante para a construção da profissional que sou e serei.

Professores passam para o lado de cá, e passam a caminhar lado a lado, e serão os eternos mestres amigos, metres companheiros, mas eternamente MESTRES. 

Enfim, hoje acordei com saudade do que ainda não acabou, da rotina que me enlouquece, das conversas ao pé da escada, de ouvir alguns "AMIGA!!!!", "FLORZINHA", "COMPANHEIRA", "MINHA PSICOLOGA",  e um "LILI" pelo meio do caminho, saudades das provas (dessas não muito rsrsrsr), saudade do telefone que não para de tocar, e ate daqueles telefonemas que nunca são atendidos, por essas e outras conto semanas, por isso valorizo tanto os sete dias, para passar devagarinho e a saudade ser sentida de mansinho e o desapego ser suave...

OBRIGADA DE MONTÃO...


sábado, 18 de agosto de 2012

Cisne Negro: renascer para a liberdade


Como já disse um vez, tudo depende de onde sentamos na platéia para ver a vida como um filme, penso que na Psicologia acaba sendo da mesma forma, cada abordagem esta "sentada" nesta platéia, tecendo suas ideias, suas teorias, e assim a magia começa... A fabulosa magia de se auto descobrir...

Mas falando em filme, volto mais uma vez a uma analise do Cisne Negro, desenvolvendo a visão de um amigo, que teve o privilegio de se "sentar" em um novo local na platéia e perceber uma nova interpretação...

"Será que ao morrer no final do filme, a personagem não alcançou o renascimento?"

Quando ouvi "renascimento" minha associação a ave mitológica Fênix foi instantânea, morremos para renascer, no caso da Nina, seu renascer foi a perfeição, a ideia do meu amigo foi mais além, "enfim, ela percebeu que podia ser mais do que ela imaginava ser", renasceu, e enfim tornou-se livre.

Um cisne que se transformou em Fênix, um menina que se transformou em mulher, uma pessoa que enfim percebeu que pode muito mais do que os limites de uma vã realidade fina, transparente e frágil...

Escolha, este é o momento, continuar a ser o frágil cisne branco ou renascer como uma Fênix no lindo cisne negro? Sim, escolhas não são faceis, mas são necessárias, escolha, seja e enfim viva...




quinta-feira, 26 de julho de 2012

Cisne Negro: "conhece-te a ti mesmo"


Sim, eu assumo, só agora assisti ao Cisne Negro, após várias indicações finalmente me rendi, e já me perguntei milhares de vezes; "como não assisti antes??!!", ainda estou impactada com tudo que vi, com tudo que senti, e principalmente com as interpretações que ainda pairam em minha mente... Milhares delas, nem uma pode ser considerada certa, única ou mesmo fixa, tudo é um movimento constante, uma queda vertiginosa, ou uma ascensão apoteótica... Depende de onde você se colocou, em que parte da "platéia" você estava no momento em que parou para refletir, a maravilha fascinante da ousadia...

Ainda não tenho uma opinião formada, mas várias interpretações povoam meu imaginário, uma delas vai além do que nós, estudantes de Psicologia, estudamos em Psicopatologia, muito além da fina camada entre a loucura e a realidade.

Por várias vezes me perguntei o que era real, desconfio que nem a mãe da bailarina Nina realmente existia, vejo a "bailarina que nunca saiu do corpo de baile" como o superego repressor da menina ingênua, uma menina que cobrava por perfeição de um Id tão reprimido que "ansiava" por vida.

O cisne branco representava a realidade que tanto sufocava Nina, a mantinha presa em um mundo infantil, em um mundo que mesmo em sua instabilidade emocional a jovem bailarina ainda que dentro de sua loucura conseguia controlar.

O cisne negro, representava o auge de sua perfeição, o auge de tudo aquilo que ela buscava mas não tinha coragem de assumir, era enfim a famosa válvula de escape de um Id sufocado, ela então se tornava enfim a mulher que tanto buscou ser, nítido seu sofrimento de transição, crescer dói, tornar-se responsável por si mais ainda.

Com um final surpreendente, em minha leiga interpretação só ficou uma interpretação, o único momento de realidade de Nina, foi quando enfim, se deparou com a sua sublime perfeição...


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Não seja camaleão...

Em meus passeios pelo Facebook, me deparei com uma frase que me fez refletir de uma forma contrária ao que se propunha: "às vezes a gente se cansa de alguma peça de roupa, mas pensa que poderia voltar a amá-la se pudesse apenas trocar a sua cor..." (Infelizmente, anotei a frase e não de onde tirei, então quem souber me avisa), o caso é, a frase fala de roupa, eu vou falar de pessoas...

Complicado quando se fala de algo tão importante, pois quando se fala de alguém, não se fala da pessoa em si, mas de sua essência, e assim como o camaleão, cada um troca de capa para se proteger...

Refletir, reformular, mudar, vira um jogo, joga-se com a proteção, com o não revelar-se, joga-se com o ser aceito em uma sociedade, agir de uma forma para ser aceito, achando que isso é normal, por amor o ser humano muda, mas por amor também se aceita o outro como é...

Um camaleão, como já disse, troca de cor para se proteger, então como já disse Sartre, "o importante não é o que fazem com você, mas o que você faz com o que fazem de você", supere, seja a sua essência, sem se importar com a cor que ela tem, afinal alguns gostam de azul, outros de amarelo, e mais um punhado de cores ai que fazem a diferença...



quarta-feira, 11 de julho de 2012

Maravilhosa Mágica


Buscam tantas explicações a partir de desconfianças que fica complicado saber o que é do seu, o que é do outro, o ser humano não se conhece nada sabe de si mesmo, mas partindo da intuição deduz, sofre, fica feliz, engana, se engana...

Hoje se faz tempestades internas por pequenas deduções, e mesmo sendo a dor inevitável e o sofrimento opcional, a dinâmica do ser humano é essa, sofrer por antecipação, por uma imagem, um som, um gesto, tudo machuca, tudo destrói, e então a depressão torna-se enfim o mal do século.

Quem nunca quis ser outra pessoa em um momento de dor? Desconectar-se de si mesmo, desintegrar-se, morrer ou mesmo matar, quando se pensa que já se sabe de tudo...

Olhe a sua volta, e veja quantas pessoas buscam a felicidade total, buscam o amor eterno e perfeito, sem se darem conta que tudo isso é uma mera utopia, e nessa busca, perdem a simplicidade de um dia ensolarado, vento nos cabelos, o abraço de quem se sente saudade, não se valorizam os pequenos milagres, e isso torna valido e mais importante o vazio de um copo meio vazio que a positividade de um copo meio cheio.

Sim, Guimarães Rosa estava certo quando disse; "Eu quase que nada sei, mas desconfio de muita coisa...", o que ele não disse explicitamente foi: não fundamente sua vida no apenas desconfiar, nem apenas no sentir, mas no simples carinho de se auto conhecer, maravilhosa mágica...

O laço e o nó

Em uma outra postagem falei de laços, das maravilhas de desatar laços, da beleza e das surpresas "desatadas" pelos laços...

Mas me deparei com uma frase essa semana de um autor que amo (Assis Veloso): "menina, menina, era para ser um laço não um nó!", que me deixou pensativa, cada um dificulta sua vida, sua dor, seus pensamentos de um jeito todo especial.

Sim, esse ato de complicar torna cada um escravo de um "nó", cada vez mais firme, apertado, dificil de desatar... Não penso que isso seja tão ruim assim todas as vezes, (sim, eu vejo sempre um lado positivo das coisas, como diz um amigo, sou uma pilha com os dois polos positivos), aperta-se quando tentamos desatar no desespero, aperta-se quando tentamos desatar na pressa; complicado, dolorido, cansativo.

Isso me faz lembrar de um trecho de um livro, A arte de restaurar histórias, da Jean Clark, onde ela conta a "tradição da sogra árabe", que ao entrar em contato com a candidata a sua futura nora, lhe dá um novelo emaranhado de linhas para desatar, a função é desatar os nós sem perder a paciencia, e só após isso será digna de se casar com o escolhido...

Pensado nisso, não me remeto apenas ao significado simples, mas lendo as entrelinhas, vejo que a paciencia deve valer para "ser digno" da vida, os nós nos prendem e o desespero toma conta... Como disse meu querido Assis Veloso, não torne laços em nó, apenas viva, com paciencia e tranquilidade, o que é seu o laço embrulha, e para não tornar cada oportunidade em nó, puxe de uma forma delicada e o presente será realmente um presente...

Eu estou desatando os nós que fiz, as coisas que compliquei, vai por mim, a sensação é maravilhosa, desate o nó que te sufoca, e verá que no fim tudo é muito mais simples do que você imagina...

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O Fabuloso destino de Amelie Poulain


Em uma conversa com um amigo dia desses, me lembrei da sutileza linda do filme O Fabuloso destino de Amelie Poulain, os simples momentos, as simples delicadezas da vida... Sentir-se isolado mesmo fazendo parte, e nem se dar conta disso...


Sentir prazer em coisas simples, as quais nem sempre nos damos conta, isso me faz lembrar que hoje em dia olho as nuvens e já não vejo mais desenhos, nem paro para tentar ver as sete cores do arco-íris (já tentou contar todas, eu já!), ou como no filme, sentir a sensação de mergulhar a mão em sacas de grãos... Coisas simples, mas tão essenciais a vida...


Sentir que se tem os "ossos de vidro" ((...)"Então, minha querida Amélie, você não tem ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, então, com o tempo, seu coração ficará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. então, vé em frente, pelo amor de Deus.), e proteger-se é normal, sentir medo da solidão também, o que não se pode é perder o brilho de viver, e nem se resignar como a "menina do copo d'agua", (Pintor: "Ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes." Amelie: "Hummm, pelo contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros." Pintor: "E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?")


E apesar de serem "tempos difíceis para os sonhadores", não se deixe abater, e muito menos seja o idiota que ando apontam para o "céu olha para a ponta do dedo"... 


PS: Texto em homenagem a um amigo que ao me apresentar o fabuloso destino dessa surreal menina me deu de presente uma sutil delicadeza de ser um pouco Amelie... 

sábado, 28 de abril de 2012

Não apresse o rio...


Engraçado, quando se tem, mesmo que uma vaga explicação, do que significa Figura/Fundo, dentro de um estudo na Gestalt-Terapia, nossa tendência é associar a mesma a coisas externas a nós, sem levar em consideração que sentimentos estão atrelados a nossa concepção de prioridades.

Quando uma pessoa chega falando de sua dor, ela parte de uma visão advinda de algo fora dela, o que causa a dor é o outro, é a situação, é o que está externo, o que essa pessoa não percebe que ela chega "fundo" colocando suas dores e amores como "figura", sua interpretação de si é a visão que ela tem do que os outros veem dela...

Ao não se "enxergar", o individuo se esconde de si mesmo, até mesmo de suas responsabilidades, de seu movimento constante, de como tudo flui, tornar-se "figura" nem sempre é fácil, ouso dizer que é dolorido, machuca, mas é um "mau" necessário, o rio não é o mesmo, e você também não é, e é essa mágica que tudo transforma, e faz com que ora você seja "figura" ora você seja "fundo", mostrando que tudo é uma evolução, tudo é movimento... Frases clássicas e clichês se encaixam neste momento perfeitamente, então: não apresse o rio, ele corre sozinho... Mas lembre-se as vezes ele (rio) vem em cascata, violento, outras manso, sereno... Tudo depende do seu movimento...

E assim, a vida vai fluindo... E se quer saber, ontem era fundo, mas hoje sou Figura, e assim a vida vai fluindo, e eu me adaptando... Normal...

Vá o mais longe que puder, nem tão perto que não faça diferença e nem tão longe que não possa voltar, mas o suficiente para se sentir gigante o suficiente para vencer...