sábado, 28 de abril de 2012

Não apresse o rio...


Engraçado, quando se tem, mesmo que uma vaga explicação, do que significa Figura/Fundo, dentro de um estudo na Gestalt-Terapia, nossa tendência é associar a mesma a coisas externas a nós, sem levar em consideração que sentimentos estão atrelados a nossa concepção de prioridades.

Quando uma pessoa chega falando de sua dor, ela parte de uma visão advinda de algo fora dela, o que causa a dor é o outro, é a situação, é o que está externo, o que essa pessoa não percebe que ela chega "fundo" colocando suas dores e amores como "figura", sua interpretação de si é a visão que ela tem do que os outros veem dela...

Ao não se "enxergar", o individuo se esconde de si mesmo, até mesmo de suas responsabilidades, de seu movimento constante, de como tudo flui, tornar-se "figura" nem sempre é fácil, ouso dizer que é dolorido, machuca, mas é um "mau" necessário, o rio não é o mesmo, e você também não é, e é essa mágica que tudo transforma, e faz com que ora você seja "figura" ora você seja "fundo", mostrando que tudo é uma evolução, tudo é movimento... Frases clássicas e clichês se encaixam neste momento perfeitamente, então: não apresse o rio, ele corre sozinho... Mas lembre-se as vezes ele (rio) vem em cascata, violento, outras manso, sereno... Tudo depende do seu movimento...

E assim, a vida vai fluindo... E se quer saber, ontem era fundo, mas hoje sou Figura, e assim a vida vai fluindo, e eu me adaptando... Normal...

Vá o mais longe que puder, nem tão perto que não faça diferença e nem tão longe que não possa voltar, mas o suficiente para se sentir gigante o suficiente para vencer...