quinta-feira, 26 de julho de 2012

Cisne Negro: "conhece-te a ti mesmo"


Sim, eu assumo, só agora assisti ao Cisne Negro, após várias indicações finalmente me rendi, e já me perguntei milhares de vezes; "como não assisti antes??!!", ainda estou impactada com tudo que vi, com tudo que senti, e principalmente com as interpretações que ainda pairam em minha mente... Milhares delas, nem uma pode ser considerada certa, única ou mesmo fixa, tudo é um movimento constante, uma queda vertiginosa, ou uma ascensão apoteótica... Depende de onde você se colocou, em que parte da "platéia" você estava no momento em que parou para refletir, a maravilha fascinante da ousadia...

Ainda não tenho uma opinião formada, mas várias interpretações povoam meu imaginário, uma delas vai além do que nós, estudantes de Psicologia, estudamos em Psicopatologia, muito além da fina camada entre a loucura e a realidade.

Por várias vezes me perguntei o que era real, desconfio que nem a mãe da bailarina Nina realmente existia, vejo a "bailarina que nunca saiu do corpo de baile" como o superego repressor da menina ingênua, uma menina que cobrava por perfeição de um Id tão reprimido que "ansiava" por vida.

O cisne branco representava a realidade que tanto sufocava Nina, a mantinha presa em um mundo infantil, em um mundo que mesmo em sua instabilidade emocional a jovem bailarina ainda que dentro de sua loucura conseguia controlar.

O cisne negro, representava o auge de sua perfeição, o auge de tudo aquilo que ela buscava mas não tinha coragem de assumir, era enfim a famosa válvula de escape de um Id sufocado, ela então se tornava enfim a mulher que tanto buscou ser, nítido seu sofrimento de transição, crescer dói, tornar-se responsável por si mais ainda.

Com um final surpreendente, em minha leiga interpretação só ficou uma interpretação, o único momento de realidade de Nina, foi quando enfim, se deparou com a sua sublime perfeição...


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