quarta-feira, 11 de julho de 2012

O laço e o nó

Em uma outra postagem falei de laços, das maravilhas de desatar laços, da beleza e das surpresas "desatadas" pelos laços...

Mas me deparei com uma frase essa semana de um autor que amo (Assis Veloso): "menina, menina, era para ser um laço não um nó!", que me deixou pensativa, cada um dificulta sua vida, sua dor, seus pensamentos de um jeito todo especial.

Sim, esse ato de complicar torna cada um escravo de um "nó", cada vez mais firme, apertado, dificil de desatar... Não penso que isso seja tão ruim assim todas as vezes, (sim, eu vejo sempre um lado positivo das coisas, como diz um amigo, sou uma pilha com os dois polos positivos), aperta-se quando tentamos desatar no desespero, aperta-se quando tentamos desatar na pressa; complicado, dolorido, cansativo.

Isso me faz lembrar de um trecho de um livro, A arte de restaurar histórias, da Jean Clark, onde ela conta a "tradição da sogra árabe", que ao entrar em contato com a candidata a sua futura nora, lhe dá um novelo emaranhado de linhas para desatar, a função é desatar os nós sem perder a paciencia, e só após isso será digna de se casar com o escolhido...

Pensado nisso, não me remeto apenas ao significado simples, mas lendo as entrelinhas, vejo que a paciencia deve valer para "ser digno" da vida, os nós nos prendem e o desespero toma conta... Como disse meu querido Assis Veloso, não torne laços em nó, apenas viva, com paciencia e tranquilidade, o que é seu o laço embrulha, e para não tornar cada oportunidade em nó, puxe de uma forma delicada e o presente será realmente um presente...

Eu estou desatando os nós que fiz, as coisas que compliquei, vai por mim, a sensação é maravilhosa, desate o nó que te sufoca, e verá que no fim tudo é muito mais simples do que você imagina...

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