segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O encaixe perfeito


Esses dias atrás caiu em minhas mãos uma revista especializada em vinhos, lá eu vi uma infinidade de informações, tenho que confessar duas coisas: 1) o que me atraiu na revista foi uma receita maravilhosa de carneiro ao molho madeira e 2) não se engane, me atrapalho até no trivial arroz com feijão... Mas o caso é, folheando a revistar me deparei com informações que acabaram por prender minha atenção, nao sou expert no assunto (já deu para perceber rsrsr) mas um bom vinho me ganha o paladar... Se bem que para mim "vinho bom é aquele que me traz boas recordações" (li na revista e achei poético! Kkkk), mas voltando ao assunto...


Uma informação me atraiu, e fiquei pensando como a arte da degustação de um vinho se assemelha as relações de nosso cotidiano, como disse aqui é uma leiga falando de duas simples informações que "pescou" de uma leitura rápida, mas ouso me aventurar na descrição e se ocorrer algum erro me corrijam ok? 

Em determinada parte de uma reportagem sobre algumas definições e características dos vinhos lí o seguinte:
a) ASSEMBLAGE: "A arte de misturar vinhos e nao, as uvas que compõem o caldo. Esses vinhos são elaborados separadamente, segundo variedades, diferentes parcelas ou métodos de elaboração e safras diferentes. A mistura tem a finalidade de unificar ou compensar com as qualidades de uns, os defeitos de outros e assim obterem um vinho melhor." - busca-se o encaixe perfeito.
b) COUPAGE: "(...) aqui podemos falar da mistura das próprias uvas na bodega até os vinhos finais antes do engarrafamento, a finalidade é mais misturar para unificar do que buscar o encaixe perfeito."
c) BLEND: "misturas em geral de uvas ou vinhos, mais próximo do coupage que do assemblage."

Pois bem, passamos a vida inteira buscando relações "assemblage", tentando unificar ou compensar nossos defeitos tentando ser melhor a cada dia, e assim como o vinho essa relação pode ser suave ou seca, depende de como se encara tal transformação. O problema meus amigos, é o momento que a pressa nos proporciona, então acabamos em relações "coupage" e "blend", onde é bem mais fácil jogar tudo em um tonel e esperar para ver o que essa mistura vai dar... Nao estou dizendo que isso seja ruim... Mas na minha opinião funciona bem para o vinho, e nao para as relações...

Lembrem-se queridos, o bom vinho se faz com o tempo, os mais jovens também agradam trazem surpresas e nos ganham o coração e o paladar, isso é fato, mas nada se compara ao tempo que se esperou para que fortaleçam relações, intimidade se crescimento... Ops! Falei do vinho ou das relações? Nem sei mais... Melhor suspender o vinho enquanto escrevo... Kkkkk

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